O império do medo

O medo de nascer repousa no terror ao abandono.
O medo de existir denuncia a mortalidade.
O medo de amar navega nas águas do desamor.
O medo de sorrir às vezes denuncia uma depressão. 

Não faz sentido o medo de morrer,
A angústia humana é o medo de ser mortal
Quem não se sente finito
É incapaz de viver.
O medo da dor é crença de perder para sempre
[ o prazer ]

A vida começa com  a morte.
A ideia de conjunto torna-se intolerável
A natureza humana é vital e mortífera. 

[“Existe  apenas o medo, nosso pai e companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares,  dos desertos,
o medo dos soldados, o medo da mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo  da morte e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.”]
( In Congresso Internacional do Medo, poema de Drummond)

É hora de medo do caos virótico.
É hora de morrer como também de sobreviver
Que sobra da Pandemia?
O medo dos homens criarem novos arranjos mortíferos
O medo do depois é a continuação da virulência da VORACIDADE
O medo do day-after é do ódio da perda do PODER, DA RIQUEZA E GANÂNCIA
O pavor do que vai sobrar é dos VAMPIROS FOMIGERADOS.

Oxalá nascerão “flores amarelas e medrosas”
Oxalá surgirão COMPAIXÃO, GENEROSIDADE  E PARCERIAS
Oxalá das cinzas dos nossos irmãos mortos
Brotará o HUMANISMO!
Mas, mesmo  assim teremos medo
Não mais medo dos Ditadores, dos Capitalistas Selvagens
Não mais  dos Fundamentalistas Religiosos
Não  mais dos Políticos Perversos
Teremos medo e alegria de viver. 

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